DEFESA
TERRA DO MOFO, RUÍDOS E NOIR SOLAR
Lucas Maciel
02 de junho de 2025
FAUFBA
O grupo de pesquisa Laboratório Urbano (PPG-AU/UFBA) convida a todas e todos para a defesa final de mestrado de Lucas Maciel, com a dissertação intitulada “TERRA DO MOFO, RUÍDOS E NOIR SOLAR”. A defesa acontece na segunda-feira, 02 de junho de 2025, às 14:00 horas, na Sala Esterzilda Berenstein (FAUFBA Salvador/BA).
RESUMO
A investigação trata de certos modos de lidar com a morte, o apodrecimento e, sobretudo, com os empobrecimentos dos sonhos de futuro, estabelecendo uma conversa entre poesia, música e imagens urbanas – em manifestações de contracultura na Bahia e no cotidiano da vizinhança do Largo Dois de Julho na cidade de Salvador. Na primeira parte, “Terra do Mofo”, com foco mais pronunciado na palavra escrita, analisa-se algumas cidades, músicas, imagens, manifestações contraculturais e ruínas que aparecem nas escritas próximas de Ferreira Gullar e do seu “Poema Sujo” (1975-76). Săo observadas as relações entre Gullar e Augusto dos Anjos e as manifestações da morte que o poeta encontrou em São Luís, bem como o exílio de Gullar, os músicos que se apropriaram do “Poema Sujo”, imagens da “arte postal” e do acervo de Orlando Pinho, ator contracultural de Salvador. Na segunda parte, “Ruídos E…”, o foco é o som no cotidiano de Salvador. Nessa parte, analisa-se um livro do “músico” John Cage (escrito entre 1960-1967) encontrado no sebo do chão do Largo Dois de Julho. Às reflexões solares e bem-humoradas de John Cage, são contrapostas a noção de “espectros” que o professor Washington Drummond trafica da música de vanguarda para o mundo social, buscando-se algumas práticas sonoras sombrias no Brasil da década de 1970, como no disco “Milagre dos Peixes” (1973) de Milton Nascimento. Na terceira parte, “Noir Solar”, há cenas urbanas do Largo Dois de Julho compostas e vividas como morador da vizinhança: livros perdidos e adquiridos no sebo, cartazes punks. Enfim, em uma espiral, alguns temas trabalhados anteriormente se desdobram com outros rostos: os modos “brasileiros” de apodrecimento como o Sol e o mofo; as faces ruidosas da cidade; os modos contraculturais do movimento punk e as rebordosas da contracultura…
BANCA
Margareth da Silva Pereira – UFRJ (orientadora)
Washington Drummond – UNEB (coorientador)
Ariadne Moraes – UFBA (membro interno)
Adriana Caúla – UFF (membro externo)
Breno Tadeu Silva – UNEB (membro externo)
DATA E LOCAL
02 de junho de 2025, às 14h
Sala Esterzilda Berenstein, FAUFBA, Rua Caetano Moura, 121
