Mestrado

Vagabundos, nômades e chapados em montagens e vibes urbanas

Lucas Silva Moreira

2016

Vagabundos porque não trabalham, são ociosos e lentos ou porque a seu modo de vida lhe atribuem a qualidade de vadio ou desocupado. Nômades porque estão de passagem e são caminhantes e andarilhos, mas também porque nos referimos a um tipo de ciência cujo sentido é a descontinuidade, a não totalidade e o movimento. Chapados por que usam drogas, envolvem-se em experimentações hedonistas ou experimentaram as vicissitudes do vício. Este trabalho de dissertação é uma síntese circunstancial de um conjunto de fragmentos que se associam em uma trama móvel na qual se articulam estudos teóricos, experiências de pesquisa, produção de imagens e composição de montagens. Baseado na criação de modos experimentais de pesquisa na cidade esta dissertação discorre conceitualmente aspectos metodológicos e epistemológicos do trabalho com imagens, ressaltando a necessidade de revisão da forma do texto “científico”. Voltando-se a um conjunto de experiências urbanas nas quais caminhadas, vagâncias e deambulações associam-se ao uso de substâncias psicoativas e aos estados de embriaguez, este trabalho visa ser uma terceira margem além dos campos disciplinares. Arte, antropologia e urbanismo se afetam na criação de um pensamento crítico em relação aos regimes de controle do espaço urbano, pontuando os aspectos experimentais e conflitivos das experiências vagabundas do uso de drogas nos espaços da cidade.


Palavras-chave: Caminhadas. Imagens. Montagens. Uso de drogas. Vagabundagem urbana.


Orientador

Pasqualino Romano Magnavita


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