Mestrado

Cidade resto: o espaço (da) roupa e o que (sobre)vive entre Baixa dos Sapateiros e Parque Novo Mundo

Marina Carmello Cunha

2014

No contexto dessa pesquisa, acreditamos que está nos restos, no que é quase invisível, uma resistência potente a uma certa hegemonia de valores. Nesse sentido, nos perguntamos: aonde vão parar as coisas que já não servem mais à cidade formal, esta que é regida pelo poder hegemônico? O que acontece com elas? Como sobrevivem? Na intenção de trazer à tona pistas que nos levem a possíveis respostas a essas perguntas, nos encaminhamos através de conceitos como o do homem em farrapos, de Flávio de Carvalho, do trapeiro, de Walter Benjamin, das cinco peles, de Hundertwasser, da antropofagia, em Oswald de Andrade e outros autores e do paradigma indiciário, de Carlos Ginzburg. É assim que este trabalho se faz, se utilizando de uma metodologia de catação de rastros, sobras, trapos, conceitos e restos de roupa, de cidade e de gente; vestígios tais que encontramos entre a Baixa dos Sapateiros, em Salvador e o Parque Novo Mundo, em São Paulo. Essa costura invisível nos leva a conhecer o que chamamos cidade resto, um lugar agenciado por sujeitos que vivem dos restos de outros sujeitos.


Palavras-chave: Restos. Cidade. Roupas. Corpo. Catação.


Orientadora

Thais de Bhanthumchinda Portela

Coorientadora

Paola Berenstein Jacques


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