Mestrado

Práticas e redes: a ocupação do espaço público na cidade de São Paulo

Rafaela Lino Izeli

Resumo

Esta pesquisa pretende compreender as recentes ocupações das ruas na cidade de São Paulo, sobretudo pela análise do processo que culminou na abertura da Avenida Paulista aos pedestres em 2015, e na consequente implantação do Programa municipal Ruas Abertas na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad. Para isso, busca entender a atuação dos denominados coletivos ativistas na produção do espaço urbano e na formulação, junto aos órgãos municipais, de políticas públicas que possibilitaram a implementação do Programa e a responsabilização destas organizações em acompanhar e manter a iniciativa. Ainda, pretende identificar em dois campos de análise, as práticas cotidianas sobrepostas aos usos destes espaços decorrentes desta ação programada, e a articulação e construção destas redes de coletivos atuantes. Por fim, procura inserir essa iniciativa dentro de um contexto global de tendência à pedestrianização das cidades e de difusão de práticas associadas ao urbanismo tático, relacionando a outros exemplos que possam elucidar esta conjuntura.

Palavras-chave: Espaço público. Programa Ruas Abertas. Paulista Aberta. Coletivos ativistas.

Orientador

Paola Berenstein Jacques

Coorientador

Thais Troncon Rosa

Período

2017-atual

Estágio do trabalho

Pesquisa em andamento