Mestrado

Brinquedo. Brincadeira. Fabulação: narrativas urbanas que relacionam criança e cidade como potência de crítica ao urbanismo moderno

Igor Gonçalves Queiroz

Resumo

A pesquisa propõe pôr em choque três narrativas urbanas realizadas a partir da relação entre a criança e a cidade: as fotografias de crianças que brincam nas ruas de Londres, do fotógrafo Nigel Henderson, utilizadas pelos arquitetos Alison e Peter Smithson na grille para o projeto Urban Reidentification, durante o CIAM IX (1953); o livro “Tia Margarida vai à Brasília: história para alguém contar às crianças”, do escritor Jayme Martins, publicado 1959 e; o livro “Le Maternelles vous parlent: pour une pedagogie plus humaine”, do arquiteto Le Corbusier, publicado em 1968. Três narrativas participantes do mesmo momento da recente história do urbanismo moderno, mas cada uma pertencente a um lugar, a um campo de conhecimento e a recortes temporais distintos. As narrativas representam, sobretudo, três importantes acontecimentos dentro do campo do Urbanismo Moderno: o fim dos CIAM e a emergência do Team X, a construção de Brasília e a construção da Unité d’Habitation de Marselha. São elencadas três imagens de pensamento (a brincadeira, a fabulação e o brinquedo) que, utilizadas não como categorias de análise, mas de modo a permitir brincar e embaralhar similaridades e diferenças existentes entre elas, busca-se assumir uma construção historiográfica crítica ao urbanismo moderno e permite formular algumas questões: Como são contadas essas histórias? Quais ferramentas são utilizadas? Quem as conta? Por que e como as crianças aparecem? É possível penetrar na Histórias – como a criança nas suas brincadeiras e fabulações do mundo – e descobrir brechas que levem a viagens fantásticas e surpreendentes?

Orientador

Paola Berenstein Jacques

Período

2016-atual

Estágio do trabalho

Pesquisa em andamento