Artigo

Entre os anjos barrocos e os rituais antropofágicos

Clara Bonna Pignaton

Anais do II Urbicentros, Maceió, 2011

Em meio à processos intensos e ininterruptos de transformação urbana, a cidade e a vida urbana são constantemente investidas de novos signos e imagens capazes de permitir o acesso rápido do sujeito ao regime de representações vigentes. Tenta-se instaurar um sentido, criar classificações e hierarquias que auxiliam na criação de uma realidade, tanto individual quanto coletiva, menos complexa e portanto mais fácil de ser assimilada e orientada. No entanto, territorialidades instáveis e imprevistas coexistem em configurações espaçotemporais provisórias. Aos enredos forjados por maquiagens e aparências, outros procedimentos surgem para inverter sentidos, como novas maneiras de agregar e de se tornar visível. No Pelourinho, território onde se tenta congelar uma imagem única, inúmeras são as táticas ficcionais acionadas para fruição da complexidade imanente à vida nas cidades. São práticas teimosas, disfarces, máscaras ocasionais que intervêm em diferentes conexões na tessitura da experiência urbana.


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