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Aníbal Quijano depois do dependentismo: notas inconclusivas sobre colonialidade do poder, raça e a atualização do debate sobre centro e periferia

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2020

Revista Epistemologias do Sul, Giro decolonial II: Gênero, raça, classe e geopolítica do conhecimento, n. 02, v. 03, 2019

Notório nas décadas de 1960 e 1970 como pesquisador da teoria da dependência, na virada para do século XX para o século XXI o sociólogo peruano Aníbal Quijano formulou o conceito de colonialidade do poder. Por afirmar que há uma ideia de raça que desde 1492 estrutura o sistema-mundo capitalista, acusa-se o conceito de ter vínculo com certo pós-modernismo identitário de pouca atenção a questões macroestruturais e à fluidez das relações de poder contemporâneas. Além disso, aponta-se que a colonialidade teria sido forjada com base no erro histórico de localizar raça e racismo na América desde fins do século XV, sendo que em verdade seriam noções do século XIX. Em face desses argumentos, primeiramente farei uma brevíssima análise da trajetória de Quijano com vistas a mostrar seus movimentos simultâneos de aproximação e distanciamento tanto em relação ao marxismo quanto a temas pós-modernos. Depois, convocarei Michel Foucault e Ramón Grosfoguel em auxílio à exposição sobre os diferentes entendimentos geo-historicamente determinados a respeito de raça e racismo. Meu objetivo é demonstrar que a colonialidade do poder é um desdobramento de formulações anteriores de Quijano, que atualizou o debate sobre centro e periferia que já se apresentava na teoria dependentista.


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