DEFESA
SETE CHAVES: entradas nas cidades desde a criança
Igor Gonçalves Queiroz
19 de Agosto de 2026
FAUFBA, Salvador/BA
O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPG-AU/FAUFBA) e o grupo de pesquisa Laboratório Urbano convidam a todos para a defesa da tese de doutorado “SETE CHAVES: entradas nas cidades desde a criança”, de Igor Gonçalves Queiroz. A defesa acontece no dia 19 de agosto de 2026, às 14 horas, no Auditório Mastaba da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia.
RESUMO
A tese evoca as chaves como objetos conceituais que permitam abrir e fechar portas das cidades e das suas histórias, vistas desde a criança. Forjamos, então, sete chaves – brinquedos, caleidoscópios, coleções, desenhos, fábulas, labirintos e nuvens –, como modos de olhar para sete situações de pesquisa: Miguel Calmon-BA, a partir de memórias de infância da criança em sua primeira experiência de contato com a morte (1991); São Paulo-SP, a partir das Bibliotecas e Parques Infantis do Departamento de Cultura da Municipalidade de São Paulo (1935-1938); Salvador-BA, a partir do documentário Comunidade do Maciel, há uma gota de sangue em cada poema (1973); Rio de Janeiro-RJ, a partir da tese O Urbanismo e a Criança publicada no I Congresso Brasileiro de Urbanismo (1941); Canudos-BA, a partir da oficina de maquetes Contando Canudos (2023); Brasília-DF, a partir do livro infantil Tia Margarida vai a Brasília: história para alguém contar às crianças (1959); e Fordlândia-PA, a partir do documentário Pedra e Poeira (2018). A estrutura dada em alternância entre capítulos analíticos (arquivos, congressos, políticas e discursos) e interlúdios experienciais (memórias, infâncias vividas e fabulações) tentam impedir a captura totalizante dessa infância “adisciplinar” e não-disciplinada, preservando sua dimensão fragmentária de resíduo e de enigma, em coerência com a tese defendida: A criança, quando tomada enquanto método e como ponto de partida epistemológico, desestabiliza os regimes tradicionais de visibilidade, planejamento e narração da cidade moderna. Podemos a partir disso, pensar conjuntamente, como criar brechas e abrir portas dentro dos nossos campos de estudo sobre as cidades, a partir da constatação de que a infância não é somente um tempo circunscrito onde escondemos os nossos fantasmas mais sombrios, ou mesmo um tempo marcado pela inocência e alegria da vida, mas também o lugar onde saboreamos a bebida agridoce que nos nutre e faz crescer num mundo violento e desigual; onde experienciamos cidades e as carregamos em nossas memórias e marcas no corpo.
BANCA
Paola Berenstein Jacques (orientadora) – PPGAU/UFBA
Margareth da Silva Pereira (coorientadora) – PPGAU/UFBA ⁄ PROURB/UFRJ
Gabriela Leandro Pereira – PPGAU/UFBA
Mônica de Manezes Santos – PPGLitCult UFBA
Samira Bueno Chahin – UFRRJ / PPGAU/UFAL
Nadja Monnet – LAA / LAVUE / CNRS
DATA E LOCAL
19 de agosto de 2026, às 14h
Auditório Mastaba
Faculdade de Arquitetura da UFBA



