Mestrado

Resistir a pé: a cooptação do caminhar e outras perspectivas perante a lógica do consumo

Bárbara Brena Rocha dos Santos

Resumo

A investigação parte de um contexto de financeirização das práticas urbanas, da constatação do estreitamento da relação entre capital e subjetividades, em que maneiras de ver e sentir, de pensar e perceber nos são oferecidas como mercadoria a todo instante (Pál Pelbart, 2003). Percebe-se um cenário de cooptação das resistências e se questiona o lugar do caminhar nessas transações financeiras de promoção do controle social. Se até mesmo o flâneur fora cooptado pelo discurso hegemônico, seria possível entender o caminhar enquanto mercadoria ou tendência de mercado? O referencial da cooptação fica à margem da discussão do processo de espetacularização das cidades contemporâneas; do discurso e crítica ao planejamento estratégico trazido, por exemplo, por Otília Arantes, Carlos Vainer e Ermínio Maricato em “A cidade do pensamento único” (2000); à voz do Urbanismo Tático como tendência de consumo global; dos conceitos do Neoliberalismo; da crítica às práticas mercadológicas do turismo; e da noção de tendência enquanto um consenso construído.

Palavras-chave: Caminhar; Urbanismo tático; Cidade Neoliberal.

Orientador

Paola Berenstein Jacques

Coorientador

Junia Mortimer

Período

2016-atual

Estágio do trabalho

Pesquisa em andamento