TFG

ITAPAGIP3

Daniel Sabóia, Fábio Steque e Patricia Almeida

2013

Os trabalhos finais de graduação de Daniel Sabóia, Patricia Almeida e Fábio Steque apresentam um posicionamento contrário ao pensamento dominante na Faculdade de Arquitetura da Ufba, de que o TFG seja algo semelhante a um “atestado de capacidades técnicas” do aluno e, também por isso, uma atividade exclusivamente individual. Com o trabalho, os autores tentam discutir a prática do arquiteto e sua relação com a cidade a partir da colaboração e da experimentação metodológica e defendem a importância do TFG como instrumento de discussão teórica e política em torno do próprio ofício e da sociedade. A escolha da área de estudo se deu pela vontade inicial de aproximar-se da complexidade de determinado contexto urbano a partir da rede de forças que se cruzam na sua construção. Esperava-se que ao cruzar os diferentes atores sociais e seus desejos, disputas, partilhas e conflitos, fosse possível visualizar com mais clareza os caminhos a seguir para pensar ações a serem propostas para aquele lugar. O caráter diverso da Península de Itapagipe, os conflitos entre seus bairros e as disputas entre moradores, mercado imobiliário e estado, além da densa carga histórica e do rico conjunto de relações existentes ali determinaram a sua escolha como recorte territorial para o trabalho. A aproximação ao lugar se deu a partir de uma metodologia que tinha duas principais bases: a constante desestabilização das questões teóricas e dos levantamentos bibliográficos a partir das experiências realizadas diretamente na cidade e na troca com seus praticantes e a construção de um caminho em que cada etapa era resultante das anteriores, ao invés de seguir um roteiro predeterminado. Identificando o passo seguinte a cada etapa concluída, construiu-se um denso conjunto de questões sobre o lugar, que possibilitou a elaboração de um plano de ações sobre a Mobilidade Urbana, os Espaços Públicos e a criação de uma rede de equipamentos. A principal questão trabalhada pelo plano foi a mitigação da forte segregação socio-espacial encontrada entre os dois lados do território da península, separados pela Av. Caminho de Areia. A partir das diretrizes do plano geral para a península, foram desenvolvidos os projetos de 3 grandes equipamentos: O Parque Escola da Maré, por Daniel Sabóia, a Casa da Costura, por Fábio Steque e a Rua da Feira, por Patricia Almeida.


Palavras-chave: Participação. Colaboração. Experimentação metodológica. Atores sociais. Segregação socio-espacial. Limites. Permeabilidades.


Orientadora

Paola Berenstein Jacques

Coorientadora

Naia Alban


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